Resenha de Quadrinho – Valente
por Thiago
em 16/04/14

Nota:

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O tema do desafio do Tigre deste mês são os livros que estão na onda, na moda, livros que eu sempre tive dificuldade, não que eu seja um daqueles chatos que não gosta do que esta na moda, é que simplesmente eu não presto atenção. Leio o que me atrai, por tema, autor, trabalho ou interesse que eu tenha no momento.

Parei, olhei minha estante e os livros que encontrei que estão no “hype” são os da saga da Guerra dos tronos, mas eu os quero deixar para um outro momento. Continuei olhando e achei “hypes” que já se foram e que eu ainda nem li, como Código da Vinci, a saga Bourne em edição bem antiga e por ai vai.

O livro que achei e já li, que quero  trazer pra vocês hoje, não é um livro e sim um quadrinho, além do mais não é um mas sim 3. Se trata da série Valente de Vitor Cafaggi (o mesmo que apareceu aqui em uma resenha sobre uma fantástica releitura da turma da Mônica, a revistinha Laços), uma hq adulta/adolescente com um incrível toque de fofura.

Vitor Cafaggi resolveu contar suas desventuras amorosas na pele de um cachorro super legal, pegando referência de amigos, ex namoradas e tudo mais que viveu. Transformando todos em animais, vivendo uma vida assim como a nossa, mas ao invés de seres humanos são animais, como cães, gatos, tartarugas, ratos, elefantes, macacos e por aí vai.

Ai você vem e me fala “- Mas Thiago, nunca ouvi falar disso, como pode estar no post de hype?”, então eu explico, coisas que estão na moda não são necessáriamente coisas que conhecemos, Vitor lançou as primeiras duas revistas do Valente (a Valente para sempre e a Valente para todas) de maneira independente, mas no começo de 2014, na FIQ BH (Feira internacional de quadrinhos. BH não precisa dizer o que é né? Uai.) foi lançada a terceira revista (Valente por opção) pela Panini, que também relançou as duas primeiras edições. Logo, pra quem acompanha o mercado dos quadrinhos nacionais, é um grande “hype” sim.

Valente tem um poder incrível, que poucos quadrinhos conseguem ter, ele faz com que o leitor, com certa facilidade, entre na obra e até mesmo se reconheça com algum dos personagens ou mesmo com algumas situações. Então ao ler as desventuras de Valente fui capaz de relembrar diversas ocasiões, sentimentos e momentos bem marcantes do meu passado.

O bacana aqui foi que me lembrei de um dos meus seriados preferidos, How I meet your mother (pena que acabou), como se Valente fosse uma versão mais nerd e teen do seriado. O próprio autor, em entrevista concedida ao podcast Matando Robôs Gigantes confessou a similaridade, porém disse ser por coincidência e eu acredito, pois ao mesmo tempo que são parecidos são bem diferentes também.

Bom, vamos ver uma a uma das revistas da série.

No primeiro exemplar, Valente Para Sempre, somos apresentados ao personagem, um humanizado e tímido cachorro que começa a descobrir o amor. Assim encontramos aqui uma mistura de doçura e dor na jornada sentimental de Valente, que também não deixa de ser uma jornada em prol do autoconhecimento.

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Terminei a leitura desesperado pra ler o volume dois, Valente Para Todas, que mantém o mesmo clima da primeira porém em um outro momento da vida do nosso cãozinho, sua entrada na faculdade, os dilemas decorrentes disso e todas as mudanças abruptas que ocorrem na nossa vida nessa hora. Toda aquela pressão de escolher o que quer fazer da sua vida, uma das decisões mais difíceis de se tomar, até hoje não sei se acertei de verdade na minha escolha mas…

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O bacana de acompanhar as histórias do Valente é exatamente isso, ver dilemas que o Vitor viveu e nós também vivemos, mas agora temos uma ótica terna de um cachorro super carismático.

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No último episódio (Valente por Opção) temos a vida de Valente na faculdade e o desenrolar do seu problema amoroso que começou no volume 1, um triângulo amoroso entre uma gata e uma panda. Nossa, como é difícil a vida de um cachorro nerd, tímido e pouco auto confiante, ainda mais quando o assunto é amor. Sobre isso ninguém nos ensina nem dá boas dicas de como funciona, deixam a gente aprender na prática, quebrando a cara e ganhando histórias, as vezes aprendemos uma coisa ou outra, assim como o Valente, mas normalmente não aprendemos muito sobre os assuntos do coração, pois para entender de verdade sobre eles temos que nos conhecer, assim como dizia a placa em cima do oráculo de Delphos na Grécia antiga: “Conhece-te a ti mesmo”, e no fim é exatamente sobre isso que estas revistinhas nos trazem, pois nos ajudam a nos conhecer, afinal, ao olharmos para a história de Valente é como se olhassemos para nossa própria história.

No mais, boa leitura a todos!!

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1 Comentário em “Resenha de Quadrinho – Valente”


#DldoTigre – Fechamento de Abril “Hype do Momento” | Elvis Costello Gritou Meu Nome em 17.05.2014 às 13:44 Responder

[…] Ai você vem e me fala “- Mas Thiago, nunca ouvi falar disso, como pode estar no post de hype?”, então eu explico, coisas que estão na moda não são necessáriamente coisas que conhecemos, Vitor lançou as primeiras duas revistas do Valente (a Valente para sempre e a Valente para todas) de maneira independente, mas no começo de 2014, na FIQ BH (Feira internacional de quadrinhos. BH não precisa dizer o que é né? Uai.) foi lançada a terceira revista (Valente por opção) pela Panini, que também relançou as duas primeiras edições. Logo, pra quem acompanha o mercado dos quadrinhos nacionais, é um grande “hype” sim. – Resenha de Thiago Franco para “Valente” […]


 

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