Revisitando – A Culpa É Das Estrelas
por Ragner
em 14/03/14

Nota:

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Relutei algumas vezes em ler tal livro, mas quase significa uma missão para mim. Em outros livros já li sobre o sofrimento de pessoas que conhecem quem sofre com o câncer ou morreram por causa da doença. Amigos já leram e uma em especial – Juliana Otoni – disse que se lembrou de mim e pensou que poderia ser triste demais quando eu lesse. Meu pai faleceu há mais de 4 anos por causa de um mieloma múltiplo (um tipo de câncer que danifica bastante os ossos) e mesmo que hoje em dia a vida tenha seguido seu rumo, o assunto mexe e digo que um livro que tenha como enredo a história de um doente que sofre por causa do câncer, pode pedir alguns lenços durante a leitura.

Mas agora com essa nova sessão – Revisitando – aqui no Poderoso, de cara pensei em ler e escrever sobre o que senti com o livro (sim, um dos motivos de também querer essa categoria de livros já resenhados, foi para poder deixar aqui minha opinião sobre A Culpa É Das Estrelas). Como nossa camarada Patrícia já havia resenhado e exposto sua opinião, agora é minha vez. Acompanhem-me.

Geral que já leu o livro ou algo sobre ele, sabe que se trata de um livro Y.A., assim como diversos outros que já resenhamos aqui. Que a comoção pelo livro e toda a vibe em torno dele foi enorme, assim como muitos outros livros que acabam emplacando entre os mais vendidos mundo afora e quase sempre todos eles podem mesmo ser interessantes, caso que se encaixa perfeitamente nesse livro. John Green trata de um assunto delicado, mas de uma maneira bastante acolhedora e até mesmo que prende, pois cada parágrafo leva tranquilamente a outro e a história flui de maneira envolvente. E gostei demais de entender o “Okay” que é tão divulgado em imagens sobre o livro e filme.

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Hazel Grace Lancaster é uma jovem de 16 anos que tem um câncer na tireóide e sofre constantemente com os pulmões que não trabalham mais como deveriam, que necessita 24 horas do oxigênio que entra, por um catéter, em suas narinas, fazendo cosquinha e que estão, em cilindros acoplados em um carrinho que ela precisa levar a todo lugar que for. Essa é uma das dificuldades de sua vida, as demais são quase iguais à qualquer jovem normal, já Augustus Waters está em recuperação há mais de um ano de um câncer que o fez amputar uma perna e agora manca um pouco por causa de uma prótese que o faz dirigir muito mal. Os dois se conhecem em um grupo de apoio, meio que por intermédio de um conhecido em comum, Isaac, que ficou cego por causa de um câncer nos olhos e é atormentadamente apaixonado por Monica.

A história dos dois se inicia pela segurança e atitude de Augustus, que se interessa imediatamente por Hazel – mesmo quando essa acredita que seja uma granada ambulante e precisa manter distante quem gosta dela – e também pela história de um livro que Hazel ‘ama de paixão’, Uma Aflição Imperial (UAI). Ambos conversam muito sobre o livro, suas impressões, até que Augustus consegue contato com o escritor, que mora em Amsterdam (ele e ela moram em Indiana, E.U.A.) e faz o possível para poder realizar o desejo de Hazel de conhece-lo.

PS.: O hotel filosófico é deveras interessante.

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Sobre os momentos cômicos, de emoção e de choro, deixo por conta dos leitores, não darei minha opinião aqui, isso pode ser mega subjetivo e cada um pode usufruir como bem desejar.

O autor tem algumas tiradas geniais, como certas questões que vislumbram momentos de moral da história, o que deixa o livro direcionado para seus leitores juvenis e ele também trabalha bem fala do autor de “UAI”, que dispensa a irresponsabilidade existente na vida online, em contrapartida as suas próprias ações que usufruíram muito das redes sociais para divulgar seu livro. Outra questão que é costumeira em livros Y.A., que acho interessante, são as atitudes pseudo maduras dos adolescentes, que evidenciam a pura visão do autor e logo em seguida, as ações imaturamente emocionais e ansiosamente práticas que deixam claras suas adolescências. O que era extremamente perceptível em Harry Potter, pois um garoto de 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17 anos agir e pensar como ele fazia as vezes, era demais para um rapaz com respectivas idades, mas J.K. Rowling trabalhava bem demais o crescimento dos personagens durante os livros, o que destacou demais suas narrativas.

O filme de A Culpa É Das Estrelas deve ser lançado o quanto antes e já estou ansioso para assistir, pois gostei do trailer e pode ser que a adaptação capte muito bem todo o clima criado em torno do livro.

“Estou apaixonado por você, sei que amor é um grito no vazio e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.”

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2 Comentários em “Revisitando – A Culpa É Das Estrelas”


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Paty em 14.03.2014 às 08:20 Responder

Li a sua, li a minha e gostei mais da sua. 😀
Muito bom!! Acho que, como já falei várias vezes, o legal dessa coluna é que vc trouxe uma experiência de leitura totalmente diferente por causa do que a doença representou na sua vida.

Adorei a resenha! 🙂

Ragner
Ragner em 14.03.2014 às 12:26 Responder

Muito bom que tenha gostado. Essa coluna pode mesmo agradar a gregos e troianos e dar um ar novo para quem quiser ler os livros que costumamos resenhar.

Sua opinião é mega importante. Vamos que vamos.


 

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