Revisitando – O Médico e o Monstro
por Ragner
em 12/08/15

Nota:

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Há dois anos, nossa camarada Patrícia resenhou esse pequeno livro: O médico e o monstro,  e é com prazer que o revisito. Não só por se tratar de um clássico, mas como tenho me dedicado a ler mais livros de terror/suspense/horror, ele está entre aqueles que me interessei de cara. Lógico que poderia tê-lo lido há muito mais tempo, ele já faz parte de cenários de terror junto de Drácula e Frankenstein e que tem seu lugar de respeito na história da literatura. Gostei bastante dessa edição de bolso, veio em um box com outros livros de terror e pretendo resenhar todos.

Algo mega interessante na literatura é a possibilidade concreta de poder trabalhar assuntos que extrapolam a ficção ou mesmo que realize conceitos verídicos. O médico e o monstro não necessariamente é um tratado sobre crises bipolares ou psicopatia ou mesmo crises existenciais, é um livro que romanceia eventos que envereda por transtornos que podem ser bem discutidos durante a leitura e que levanta muitas questões sobre a dualidade entre bem e mal, existente em cada ser humano.

O enredo é sobre a vida do Dr Henry Jekyll, um pacato médico que tem amigos influentes que, sem conhecimento dos outros, passa a conviver com um sujeito misterioso e detestável: Mr Hyde. Um homem rude, que demonstra ser uma persona perturbadoramente estranha. Mas quem vai nos apresentando a história é Mr Utterson, advogado e amigo do Dr. Jekyll, que tem em mãos seu testamento e ao lê-lo se sente incomodado, pois tudo escrito concretizava que toda e qualquer pose do Dr. deve passar para o Mr Hyde, se qualquer eventualidade acontecesse – sua morte ou desaparecimento.

Com o passar do tempo, um Dr. Jekyll cada vez mais sumido e a presença de um Mr Hyde, que causa más impressões a todos, ganham espaço na noite londrina. Certo dia, um assassinato na madrugada perturba a cidade e Mr Hyde é o principal suspeito, mas ele logo em seguida desaparece. Com o sumiço de Hyde, Jekyll volta a se tornar mais presente na vida dos amigos, contudo, a paz – se assim posso dizer – não permanece por muito tempo, Mr Hyde reaparece.

Eis um livro que é, na minha opinião, bem melhor lido quando se tem mesmo uma ideia já do que se trata. Sinceramente fiquei pensando dessa maneira, pois já conhecendo a história e já tendo visto algumas versões sobre a dualidade entre o doutor e o louco, acredito que tenha entendido de uma maneira que dificilmente aconteceria se não soubesse nada a respeito. A história é curta e também corrida, alguns acontecimentos são bem ligeiros na continuidade e creio que poderia se passar até por um conto, se o autor assim quisesse. E tal conto, atualmente, poderia ter a receptividade bem diferente do que teve décadas atrás, a literatura hoje é mesmo diferente.

 

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