Revisitando Quadrinho – Nemesis
por Thiago
em 18/02/15

Nota:

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Hoje venho fazer mais um “revisitando”, afinal o Gabriel já falou aqui deste quadrinho, pra ser mais preciso em 15 de março de 2014. Esperei passar um tempo pra falar desta história. Nêmesis é escrita por Mark Millar e ilustrada por Steve Mcniven, dupla que sou muito fã. Juntos fizeram Guerra Civil da Marvel, Hq épica. Além claro de Març Millar ser responsável pelas histórias dos supremos, que foi base para o filme dos Vingadores que a galera tanto gosta (claro que a revista é melhor que o filme).

Talvez o nome Nêmesis te seja familiar, se sim te ajudo a lembrar, se não aprender coisas novas nunca é demais. Nêmesis é uma deusa grega de beleza comparável com a de Afrodite e representa a vingança divina. Era a deusa encarregada de abater a desmesura, censurando o excesso de felicidade ou de orgulho dos reis.

Bom, vamos voltar a Nêmesis Hq, um quadrinho que eu gostaria muito ver no cinema, mas dirigido pelo Tarantino. Falo isso pois esta é uma revista de ação, suspense, critica social e sangue, muito, mas muito sangue. Talvez vire filme mesmo, produzido pela Fox. Os trabalhos de Millar tendem sempre ao cinema, como Kick Ass e Wanted.

Se quer algo que te prenda, com teor adulto e te faça pensar sem nem perceber e não gaste muito tempo pra ler esta revista é o que você precisa. O plot da história é bem simples: um bilionário assassino vira supervilão e se diverte desafiando os melhores policiais do mundo. Seu novo alvo é o chefe de polícia de Washington, capital dos EUA.

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A história foi vendida com um teor publicitário que a enaltece muito mais do que merece, não que a obra seja ruim, mas o próprio autor, famoso por falar muito e acabar se elogiando demais soltou a seguinte premissa para a Hq: “E se Batman fosse o Coringa?”. Vale lembrar que Millar esta relacionado a Marvel e Batman e Coringa a Dc. Sendo assim a expectativa na época do lançamento era alta, mas como li bem depois sem esperar nada, gostei bastante.

A revista é tecnicamente impecável, Millar faz algo praticamente pronto pro cinema, um roteiro cheio de explosões, tiros e rios de sangue. Um história de ação fantástica, além do que temos como base aqui uma boa e arrojada ideia, onde o protagonista é o vilão e o antagonista é o herói. A influência do mundo dos super heróis num universo sem super poderes, a não ser o super dinheiro, cai muito bem, mas as vezes fica parecendo que o Millar queria escrever alguma coisa do Batman mas não podia, dai pegou a ideia e fez um vilão. As vezes fica parecendo uma Gotham as avessas e da um ar estranho a história. O jogo pscicológico entre o personagem principal, terrorista maluco e o policial chave lembra um pouco a ideia do anime/mangá Death Note, mas com pitadas de corrupção policial e política que deixam tudo mais interessante.

Quando entendi a crítica a nossa sociedade fiquei embasbacado, me lembrou muito as ideias de mundo, sociedade e relações líquidas do sociólogo polonês Zygmun Bauman. A construção do personagem principal é ótima, tudo te leva a uma direção, ta tudo incrível, até que chega o final e fica tudo meio estranho, aquela sensação de algo faltando, sei lá, esperava algumas páginas a mais ou a menos pra fechar o roteiro.

Boa leitura a todos!!

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