Revisitando – Mentirosos
por Juliana Costa Cunha
em 12/09/18

Nota:

 

Eu gostei bastante deste livro (e a Paty também, que já resenhou ele aqui). Tem uma narrativa bem amarrada e construída. Deixa o suspense no ar até os últimos capítulos (pelo menos comigo foi assim). E, pode parecer uma leitura simples de mistério, mas aborda várias questões relevantes. De fato foi uma leitura bem despretensiosa que fiz e me surpreendeu muito.

A autora, E. Lockhart nos apresenta a família Sinclair. Uma família rica e proprietária de uma ilha. Aquela família onde defeitos, tristezas, doenças, preconceitos, fracassos e vícios não existem. Uma família bem comercial de margarina e que vive os verões na ilha da fantasia.

Quem nos conta a história desta família é Cadence Sinclair, Cady, a neta mais velha do clã e herdeira natural da fortuna familiar. Os mentirosos, título do livro, é como ela e seus primos – Johnny, Mirren e Gat – são denominados.

Cady começa a contar sua história aos 18 anos, quando vai relembrando acontecimentos do “verão dos quinze” (anos). Seus pais estão separados e, apesar de seu sofrimento pelo ocorrido, a mãe a proíbe de demonstrar tal fato. Afinal, os Sinclair não sofrem.

Então, aos 18, Cady começa a se lembrar do “verão dos 15” e do acidente que sofreu, tão grave que ela fica por dois anos sem poder voltar para a ilha. Nesse período ela sofre com dores de cabeça terríveis, passa a tomar remédios fortíssimos e tem que lidar com a questão da dependência desses medicamentos, passando também por um período de depressão. Sua rotina é totalmente alterada.

Em dois anos muitas coisas acontecem. E a autora nos conta estes acontecimentos através das lembranças de Cady e de seu retorno à ilha (já com 17 anos) de forma bem poética e com metáforas belíssimas que vão expressando o sentimento das personagens.

Outro recurso utilizado na história é a adaptação de contos infantis, nesse caso reescritos por Cady em seu diário, para dar o tom de como a família está naquele momento. Ou, mais que isso, como Cady vai descobrindo que a família perfeita não existe. É bem bacana ver a transformação das narrativas nesses contos.

Dizer mais que isso é contar o que não devo sobre essa história. De verdade é um livro muito bacana e surpreendente de ler.

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