Semana De Cinema – 007 Spectre
por Ragner
em 24/11/15

Nota:

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Daniel Craig é meu James Bond favorito. Por anos e mais anos tinha sido Sean Connery, mas desde Cassino Royale as coisas vêm mudando. Esse agente é mais físico e sem dúvida mais visceral do que os demais, mesmo que o entendimento do personagem não seja justamente esse. Spectre parece fechar a história iniciada em Cassino, tudo vai se desdobrando como se os quatro filmes versassem sobre a vida e uma única missão de 007, ligando seu passado e infernizando seu presente.

Toda a história gira em torno de uma missão que 007 assume sem o consentimento do MI6 ou do novo M. A antiga M lhe deixara uma mensagem e a partir dela, Bond começa uma caçada que o leva à Spectre, uma organização criminosa sem precedentes que, como um polvo, possui muitos braços capazes de se infiltrar em qualquer lugar pelo mundo. Em sua missão, ele se depara com um inimigo extremamente violento, que parece ter olhos e ouvidos em todos os lugares. Enquanto M tenta resolver problemas políticos que rondam o MI6 e que podem representar o fim do programa ’00’ com a chegada de um novo programa de vigilância global, Bond percorre o mundo atrás de respostas que podem desmascarar Spectre.

Após algumas fugas e lutas que deixam claro o quanto o universo de James Bond é maior do que o de muitos outros agentes do cinema, Bond e sua parceira acabam sendo levados onde o líder da Spectre –  Ernst Stavro Blofeld (Christoph Waltz) –  está e depois de todo o plano da organização ser apresentado, Bond se vê sem escapatória em uma sessão de tortura que pode significar sua morte. Um outro encontro com Blofeld ainda acontece e mais uma vez Bond precisa correr, salvar seu novo amor e fazer um escolha que pode representar seu futuro no MI6.

Pontas soltas foram concluídas sem grandes elaborações, muita gente parece ter chiado com lembranças insignificantes ou perguntas mal respondidas, mas como fã desse 007, gostei muito. O filme pode ser bem longo, mas assisti não querendo que acabasse. O personagem, seus companheiros, as Bond girls e toda a narrativa, me agradou bastante.

Um único ponto discutível por mim foi o vilão. Waltz é um baita ator, vi no antagonista algumas semelhanças com outras de suas interpretações, mas na hora em que rola o embate ‘face to face‘ com 007, pela grandeza que ele possui e importância em tudo que sua organização fez, ele deveria estar alguns passos à frente de Bond, o que não foi bem o caso. O Sr. Silva de Skyfall me pareceu mais mente criminosa. Bond é simplesmente o Batman, ele possui os brinquedos mais legais do cinema, está muito bem preparado e equipado para tudo e por mais que o vilão seja maior ou mais forte, sempre há uma carta na manga, um relógio que não marca somente as horas ou uma ajuda que o faz escapar antes do trágico final. Penso que o personagem deveria ter passado por momentos de dúvida na própria vitória, como se sua humanidade fosse colocada em risco e ele percebesse que merdas acontecem, mas quem sabe em um próximo filme, se Craig conseguir encarar novamente a batalha que deve ser interpretar um personagem tão enorme.

 

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