Semana De Cinema – 30 Dias De Noite
por Ragner
em 30/03/13

Nota:

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Filmes de terror configuram um terreno que merece muita atenção e cuidado, mais até do que outros gêneros. Pelo menos para mim. Além de sustos pura e simplesmente, o medo e o horror devem ter seu lugar garantido e trabalhados com respeito pelo que representa. Mexer com o imaginário sobrenatural associado com culturas realistas ajudam bastante. Como é o caso de 30 Dias De Noite.

Barrow é a cidade mais ao norte do Alasca. Ela existe e a premissa dos dias sem luz solar é verdadeira. Esse aspecto soturno e a introdução de seres noturnos e sanguinários são, unidos e bem orquestrados, componentes eficientes para um perfeito conto de terror. O fato da cidade ser a mais setentrional do continente aumenta mais ainda o percentual de medo, pois cria o aspecto desolador que funciona fantásticamente como um ingrediente de solidão.

Durante o inverno, quando a cidade vai passar por 30 dias na mais plena escuridão, alguns habitantes viajam para o sul e poucos permanecem. Um visitante estranho aparece e anuncia terrores que se aproximam. Vai preso e aos poucos a cidade vai ficando cada vez mais isolada e sem a possibilidade de qualquer ajuda externa.

O Xerife Eben Oleson (Josh Hartnett) vai percebendo que algo de errado paira no ar e com a ajuda de sua ex-esposa Stella (Melissa George), vão descobrindo a ameça vampírica em que a cidade se tornou refém. Os cidadãos se escondem, tentam se proteger contra os vampiros e os que se desesperam ou não conseguem abrigo, vão sendo assassinados ou utilizados como íscas.

Esses vampiros são extremamente brutais e com sede de sangue, mas possuem inteligência. Parecem até mesmo viver em bando com um chefe. A humanidade não existe mais, a fome é a condição fundamental que os fazem agir dessa forma, mas a crueldade e a brutalidade estão presentes como aquele ingrediente que garante uma fantástica história dessas criaturas. Enquanto homens, mulheres e crianças lutam por suas vidas, os seres da noite se banqueteiam com uma cidade inteira ao seus dispor.

Entre alguns aspectos que me fizeram ficar apaixonado com o filme, é a pureza sobre qualidade do ser vampiro. O filme é de 2007 (mas o Gibi que o originou veio bem antes), até então tais seres não haviam sofrido tanto com sua nova caracterização, que o faz “viver” sob o sol. Sua aparência sempre sofreu uma condição dicotômica. Ou os vampiros eram lindos e sofisticados – como Lestat – ou horrendos – como Nosferatu (o Drácula conseguia ser dos dois modos), mas nenhum conseguia suportar o sol (somente o Drácula e o Blade mesmo) e aqui não é diferente.

Os vampiros de 30 Dias De Noite são animalescos, mas possuem a consciência de que não devem agir pura e simplesmente pelo instinto, em alguns momentos eles precisam entender sua presa e tentar surpreende-la ou vence-la e em algumas cenas presenciamos um jogo de “gato e rato” mortal.

O filme é mais do que indicado para quem gosta desse gênero e desses personagens fantásticos. É um exemplo de filme de terror que possui uma excelente história (o roteiro é uma adaptação dos quadrinhos) e a fotografia, o clima, a maquiagem, tudo está primoroso.

Postado em: Semana de Cinema
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2 Comentários em “Semana De Cinema – 30 Dias De Noite”


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Pia Torres em 20.06.2014 às 17:44 Responder

O filme é muito extremo, mas eu não vou negar que é muito divertido, especialmente a participação de um grande elenco como ator; Josh Hartnett eles certamente fez um papel muito sábio. Adoro ver essa fita.

Ragner
Ragner em 21.06.2014 às 18:09 Responder

Curto esse ator pakas também e todo o filme é muito bem realizado. Um dos que mais gosto sobre vampiros. Vale a pena demais assistir algumas vezes.


 

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