Semana de cinema- De volta ao jogo
por Thiago
em 16/12/14

Nota:

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Gosto muito de filmes de ação, mas sinceramente, antes desse não lembro qual filme bom de ação eu vi, quer dizer, meio que lembro, mas tem uns anos isso.

O gênero de ação, lógico que é minha opinião, (e quem é leitor dos meus textos sabe muito bem de onde vem a mesma.) sofre uma onda meio chata, pois acabou se misturando ao gênro aventura, sei lá se essa nova geração não curte tanto sangue e violência gratuita. Hoje tudo tem que ter romance e propósito e roteiros elaborados, quando tudo o que precisamos são roteiros simples, bem simples, mas tem que existir. Exemplos sobre o que estou falando temos dois bons, o primeiro é “Tartarugas Ninjas”, onde o roteiro era pra ser simples, mas bagunçaram tanto que a história não faz sentido, o outro exemplo é a trilogia “Mercenários” que simplesmente não tem roteiro, parece aquelas peladas comemorativas de fim de ano, onde você junta vários atletas e ex atletas e coloca pra jogar, sem técnico ou estratégia pra isso.

O que torna pra mim John Wick ou “De volta ao jogo” tão bom, é que ele não é nada além do que pretende ser, principalmente quando olhamos para os diretores, Chad Stahelski e David Leitch, com grande experiência como dublês, diretores de dublês, coreógrafos de lutas e por aí vai.

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Quanto ao roteiro é bem meia boca e recheado de clichês, como tem de ser mesmo, mas o importante é que funciona. Roteiros para bons filmes de ação tem que ser simples, lembre dos seus filmes de ação preferidos e busque o plot por trás da porrada e entenderá o que estou dizendo, é simples, na maioria das vezes. O responsável pelo roteiro é o não famoso Derek Kostald, esse é o maior e melhor filme que ele participou, antes esteve na feitura de dois filmes de ação mais fraquinhos do mestre em engenharia química e faixa preta  terceiro dan de Karatê Kyokushin Dolph Lundgren.

Então vamos ao plot: John Wick já foi um dos assassinos mais temidos da cidade de Nova York, trabalhando em parceria com a máfia russa, porém decide se aposentar, e durante este período tem que lidar com a triste morte de sua esposa. Vítima de uma doença grave, ela já previa a sua própria morte, e deixou de presente póstumo ao marido um cachorro para cuidar em seu período de luto. No entanto, poucos dias após o funeral, o cachorro é morto por ladrões que roubam o seu carro.  Wick parte em busca de vingança contra estes homens que ele já conhecia muito bem, e que roubaram o último símbolo da mulher que ele amava, e o carro, que ele também amava.

No meio disso tudo temos muita ação, e muita mas muita violência, sangue jorrando como só via nos filmes da minha tenra infância. O perigo desse filme pode ser encontrado no olhar do público que quiser algo realista, pois os clichês aqui nos levam quase que para um mundo fantástico do crime, onde muita coisa se torna possível, não procure lógica toda hora, lembre-se é um filme e não um caso que alguém te contou, não tem que ser real.

A ambientação do filme e o tom azulado, e não cinza como de costume, deram um ar diferente e que combinou muito bem com a proposta. Outra coisa interessante aqui é como os momentos engraçados em meio a tanto sangue de vingança cairam bem, nas horas certas.

Vale também prestar atenção nos personagens secundários, muito bem construídos e marcantes.

Agora as duas últimas coisas, um dos vilões é o ator Alfie Allen, o Theon Greyjoy de Guerra dos Tronos, creio que esse ano teremos uma legião de atores do seriado em filme de Holywood.

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Pra fechar, o ator principal, Keanu Reeves, o qual não sou lá muito fã, por ser meio assim, inexpressivo, mas isso o fez perfeito pro papel.

Sem mais, bom filme a todos.

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