Semana De Cinema – Dredd
por Ragner
em 26/05/15

Nota:

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Acredito que muitos de vocês devem ter assistido ao 1º filme com Sylvester Stallone (sim, esse é o 2º), em alguma sessão da tarde por esses anos afora e possivelmente devem ter gostado, eu gostei, mas em comparação à esse que vou resenhar, o filme do eterno Rocky/Rambo não passa de filme de bebê. Nem de criança seria. Enquanto o 1º Juiz Dredd foi adaptado pelas restrições que costumam vencer vários filmes que poderiam ser violentos em potencial, o 2º Dredd – sim, sem o Juiz – efetivamente castra qualquer intenção de se fazer um filme para adolescentes e mesmo alguns jovens. Aqui é preciso fôlego para aguentar tanta morte e destruição.

Juiz Dredd é, como vários outros que ganham cada vez mais as telonas, um personagem de gibi, suas histórias são deveras pesadas e acredito que conseguiram levar para 7ª arte muito do que fãs dos quadrinhos gostariam de assistir. Não sou leitor de Dredd e nunca fui, meus interesses sempre foram outros, não por não gostar do viés trabalhado, mas por não ter encontrado exemplares da HQ e nem ter procurado também. O mundo editorial de quadrinhos é gigantesco, vocês podem acompanhar pelo Poderoso muita coisa diferenciada e conhecer de tudo precisa de anos e anos de garimpo. Gastei muitos desses anos só com o que me apetecia mais, mas quem sabe posso trazer, junto de meus camaradas, coisas diferenciadas para conhecermos mais.

Em um futuro distópico os Estados Unidos é um deserto devastado pela radiação e a humanidade vive em uma megalópole que é o centro de tudo, cercada por gigantescos muros. Uma cidade amaldiçoada que vai do que antes era Boston até Washignton DC, com mega edifícios e mega estradas, chamada Mega City 1, habitada por 800 milhões de pessoas. Fora dos muros fica a Terra Maldita. A criminalidade é exagerada e visceral, na tentativa de para manter a ordem, homens e mulheres criam a Corte da Justiça que motiva a lei a ser diferenciada de como sempre foi. Aqui um homem ou uma mulher pode ser, ao mesmo tempo: Jurado, Executor e Juiz. Os Juízes são a lei e ninguém está livre dela.

Dredd pode ser chamado de reboot, já que não tem nada a ver com o 1º filme e por ter uma história totalmente original e diferente do anterior. Aqui um mega edifício é sede de uma rede de tráfico que fabrica uma droga que deixa seus usuários imaginando que tudo ao redor vai acontecendo a 1% da velocidade normal – Slo-Mon. Madeline Madrigal (Lena Headey – Cersei) é a dona do lugar e é completamente insana quando quer destruir seus inimigos, já eliminou todas as outras gangues de Peach Trees (o prédio em questão). Um dia um triplo assassinato é documentado em Peach Trees e o Juiz Dredd (Karl Urban) é convocado para realizar a batida e levar justiça ao lugar, nesse mesmo dia ele tinha a companhia de uma novata, uma telepata (algumas pessoas sofreram mutações por causa da radiação nos limites de Mega City) e o que parecia ser uma chamada de rotina, se transforma em uma chacina.

O filme possui ação cheia de efeitos especiais, ainda mais por causa do 3D realizado e pelas cenas que simula as reações do Slo-Mo e isso é um atrativo que agrada aos olhos. A violência é sim excessiva, mas tem seu lugar e Karl Urban como Dredd é muito melhor do que Stallone e sem precisar de tirar o capacete. O filme não é uma produção norte americana, nem é um dos blockbuster que são lançados anualmente e até parece um pouco com um filme asiático que também tem um prédio invadido por policiais para acabar com bandidos, mas merece fácil o respeito daqueles que gostam tanto de filme arrasa quarteirões que os americanos amam lançar.

 

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