Semana De Cinema – Em nome do Pai
por Ragner
em 25/06/13

Nota:

4 em nome do pai

 

Assisti Em Nome Do Pai quando ainda era bem jovem, devia ter meus 14 anos e desde lá nunca esqueci de todas as emoções que senti com esse filme. Já adorava Daniel Day-Lewis por causa de “Meu Pé Esquerdo” e de “O Último Dos Moicanos”, ambos sensacionais, com dramas e ação diferentes, mas que me deixou mega fã do ator. Não tinha muita informação sobre o filme, só que tinha a ver com rebeldia, injustiça e boa música, já me interessei e pude então usufruir de um filme que ia muito além disso.

Um jovem irlandês que vive “roubando” sucata para ganhar alguns trocados, mas que esbarra sempre em problemas, após a última enrascada com rebeldes irlandeses e um pequeno confronto com a polícia, Gerry Conlon é enviado pelos país para Inglaterra, para morar com uma tia. Ao reencontrar um amigo – Paul Hill – no navio que o levaria ao Reino Unido, ambos decidem ficar na rua e encontram outros jovens que vivem em uma pequena comunidade Hippie. Gerry mente para o pai e junto com Paul ficam com os outros até um deles se estranhar com eles. Passam então uma noite na rua, conhecem um um mendigo que diz ser o dono do banco onde estão, entram na casa de uma prostituta que os esnoba, roubam suas economias e no dia seguinte, após algumas compras, voltam para Irlanda.

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Um cena no início do filme é que define todo o rumo do que ainda vem pela frente. A explosão de um pub em Londres, pelo IRA, deixa as autoridades inglesas em situação de alerta geral e isso propicia o uso de força policial irrestrita para descobrir os responsáveis e condena-los. Com a passagem de Gerry e Paul por Londres e pistas estapafúrdias de uma possível participação e envolvimento dele com os terroristas, ambos são encarcerados e ficam alguns dias presos, passando por todo tipo de tortura até confessarem culpa. E o que já estava se tornando um pesadelo, piora quando os amigos Hippies e familiares foram presos também. Gerry encontra com seu Pai – Guiseppe Conlon – já na cadeia e durante anos lutaram para tentar limpar seus nomes.

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Junto a advogada Gareth Peirce, os dois tentam encontrar auxilio, mas Gerry vai ficando cada dia mais descrente de que pode ser livre e vai se envolvendo mais e mais com a vida dentro do presídio. Após 12 anos, a saúde de seu pai piora e ele morre. Após ter um momento de surto, seus dias são motivados em mudar sua história, estuda todos os livros sobre lei que encontra, se junta à advogada e luta, sem trégua, uma batalha contra todos os policiais que o deixaram mais de uma década presa. Gareth encontra provas ocultadas pela promotoria que deixam claro que a palavra de Gerry e Paul era verdadeira e por mais três anos, desde a morte de Giuseppe, a família Conlon se junta em manifesto para inocentar todos os culpados injustamente.

O filme é uma obra prima. Trilha sonora, história (baseada em fatos reais), interpretação de todos e direção são excepcionais. Minha escolha do filme para essa semana, condiz com minhas intenções sociais e políticas sobre tudo o que está acontecendo nesses dias. A busca por justiça, a luta pelo que acredita e a rebeldia contra um sistema equivocado, isso tudo está inserido aqui e esses foram alguns dos motivos de me fazer ter tal filme entre os que mais amo.

 

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