Semana de Cinema – Jurassic World
por Ragner
em 23/06/15

Nota:

Jurassic_World_Teaser_Poster

Jurassic Park estreou em 1993 e teve dois outros filmes lançados seguindo o fluxo da franquia. O segundo é bem mediano, parece ter sido feito só por questões de fascínio do primeiro e não foi tão bom assim, mas já o terceiro, resgatando um dos protagonista e tendo uma ligeira participação de outra, conseguiu não só resgatar toda a sagacidade do original, como também é tão excelente quanto e isso foi no ano de 2001.

14 anos depois, um novo parque foi inaugurado, mas tudo já funcionava de vento em poupa. O parque temático é um sucesso, mega lucrativo, sempre lotado e a cada temporada uma novidade era lançada. Os dinossauros nasciam, serviam como atração turística, viviam para alegrar e entreter os visitantes, mas o que já é bom, sempre precisa melhorar. Financeiramente é necessário apostar em raridades ou inovações e a natureza por si só já não fazia seu trabalho tão bem, era mesmo importante criar algo que chamasse ainda mais a atenção para o turismo.

Jurassic World merece esse nome pois o parque já pode fica parecendo aquém de sua capacidade. É muito fantástico perceber o quanto as possibilidades discutidas no filme agigantam o mundo que pode ser dominado pelos dinossauros se eles tiverem essa possibilidade e, sinceramente, esse 4º filme, que faz menção ao parque no primeiro, é superior em tudo. Jurassic World não é só maior no nome, consegue ainda ser melhor do que os 1º e 3º que, na minha opinião, já eram fantásticos.

Com o parque já em pleno funcionamento e, o que fica muito legal, não se gasta tempo falando sobre seu início ou contando histórias de como deu certo. Existe momentos em que é relembrado a tentativa do primeiro parque, o nome do fundador é citado algumas vezes, mas a história segue bem linear em relação ao que acontece nesse parque e tal andamento é outro atrativo bem interessante. Mesmo sendo um filme de 2 horas, a história aqui é direta e retilínea, sem subtramas ou histórias paralelas. Tudo vai acontecendo evoluindo tanto na dinâmica de personagens quanto na rapidez das cenas. No começo há apresentação de quem é quem, eles vão se interagindo, todos passam a estarem envolvidos e se no começo tudo é tranquilo e calmo, já pro final a correria e agitação ganham força até tudo ser resolvido. E alguns dinossauros passam a ter seu valor também, pois quando se juntam…ahh quando se juntam.

Algumas questões podem muito bem ser discutidas no filme. O lance do Macho Alfa é algo que ganha um valor especial, pois além do respeito animal há também questão de natureza e como isso influencia as ações das fêmeas. Temos também a criação do dinossauro perfeito, o Indominus, que é uma mutação sob encomenda para superar qualquer dinossauro do parque, mas assim como a inteligência artificial por vir a ser um perigo para humanidade, retratada em alguns filmes de ficção científica, o assassino perfeito também pode estar além do alcance do que é imaginado a princípio.

Chris Patt já está muito bem direcionado como ator de filmes de ação e aventura, sem esquecer da veia cômica que seus personagens possuem e com Guardiões Da Galaxia e esse Jurassic World, digo que ele já é figura garantida em próximos filmes do gênero.

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