Semana De Cinema – Kong – A Ilha Da Caveira
por Ragner
em 29/03/17

Nota:

 

Em 2005 foi lançado Kink Kong, um remake do original de 1933. Ao longo dos anos, rolaram outros filmes do macaco gigante, mas esse de 2005 pode ser considerado como um marco para as novas tecnologias (direção de Peter Jackson, responsável pela maravilha extraordinária que é Senhor Dos Anéis). King parecia muito realista e toda a produção foi mesmo grandiosa. O enredo muito bem trabalhado, figurinos e fotografia realçando um glamour de uma era que representava o início do cinema norte americano e uma deliciosa dose de ação que nos faz torcer pelo Gorilão matando dinossauros ou enfrentando a ambição humana.

12 anos depois chega aos cinemas Kong, cheio de novidades. E essas novidades representam outro marco não só de tecnologia, mas também de história. Kong está muito maior do que em 2005, não é capturado, ganha respeito e a mocinha, mesmo não sendo uma combatente, não está lá para ser vista como frágil (Brie Larson será a Capitã Marvel nos cinemas). Não considero Kong como um outro remake e li que pode rolar uma treta futura dele com o Godzilla. Esse filme consegue ser melhor do que o de 2005. Em 2017 temos Kong, a Ilha da Caveira, mas não temos mais o Empire State Building. Um dos maiores símbolos Norte Americanos foi descartado para dar lugar a uma parte desconhecida do planeta (quem sabe pode haver uma simbologia aí).

O filme começa despretensiosamente (pensei que era outro trailer antes do filme, mas não). Temos um pequena treta entre dois soldados da Segunda Guerra. Um americano e outro japonês saindo no braço e antes que um mate o outro aparece o Macacão. A narrativa cobre o fim da guerra, o posicionamento dos Estados Unidos durante os anos que se seguiram e chegamos no final da guerra no Vietnã. Temos a apresentação dos personagens principais e é aqui que a ilha vai ganhando importância. Um pesquisador procura um senador dos Estados Unidos para conseguir verba para descobrir um novo mundo. Um lugar que não aparece no mapa e que pode configurar novas fontes de conhecimento. O pesquisador consegue dinheiro, apoio militar, uma fotógrafa aventureira e um ex-militar que trabalha como autônomo. A equipe está formada. Tudo isso muito bem montado e em sequência.

Chegando na ilha, o filme vai melhorando mais ainda. Tudo ganha mais cores, mesmo parecendo que estamos em um lugar perdido no tempo. A trilha sonora ganha destaque, se junta ao som dos helicópteros e depois de uma entrada barulhenta dos homens em busca do novo mundo, Kong surge, enorme e soberano. Muita gente morre e o grupo é dividido. Soldados com o pesquisador de um lado, civis de outro. Kong vai embora e o pessoal vai tentando se reagrupar. Outros animais grandiosos e bizarros aparecem, uma pequena civilização é encontrada e muitas perguntas são feitas. Mas como o ser humano tem o dom de fazer merda…a ignorância insiste em prevalecer.

Esse planeta não nos pertence

A história do filme acontece todo na ilha e na tentativa de sair dela. Kong já tem seus inimigos naturais e ganha outro incômodo com os soldados que querem sua cabeça (por causa da morte dos colegas quando os helicópteros foram abatidos, mas a culpa foi de quem né…). O desenrolar de tudo isso ganha valor com pequenos acontecimentos: o ex-militar com consciência, a fala machista que é “cortada”, a mocinha que enfrenta os perigos, o soldado que se posiciona e o passado que quer recuperar o tempo perdido. Kong luta para se manter dominante, com todas suas forças, majestosamente enfrentando o perigo que pode destruir a ilha ou mesmo matar. Isso é algo que consegue trabalhar bem com nossa presente realidade que demonstra o quanto não nos importamos com o planeta e com o que é diferente. O Gorilão dá uma aula de respeito pelo lugar em que se vive.

Compre sua pipoca, ou chocolate, um sanduba e aqueles tubinhos cítricos de maça verde (que foi o que fiz) e vá assistir.

 

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