Semana De Cinema – Logan
por Ragner
em 27/03/17

Nota:

 

Logan – Wolverine – é um personagem da Marvel. Faz parte dos X-Men e já lutou com os Vingadores, combateu na Primeira e Segunda Guerra mundiais, viajou para o outro lado do mundo e se tornou muito respeitável no extremo Oriente. Logan é um personagem que tem história e participou de muita coisa importante ao longo da história. É um homem que chegou a quase 200 anos, pelo menos nos cinemas, e teve, em seu último filme, uma excelente homenagem.

Há uma ligeira referência à HQ Logan, mas algo bem superficial. A história é outra. Mesmo assim, tudo foi uma grata surpresa e de fundamental importância para demonstrar o respeito merecido a um dos maiores heróis da Casa Das Ideias. Logan aqui já está envelhecendo, com seu sistema de regeneração bem ferrado e quase solitário (em todos os filmes ele sempre foi como um lobo solitário mesmo, aqui essa condição é gritante). O professor Xavier é um idoso que precisa de cuidados e há ainda outro mutante – Caliban – que nos quadrinhos era um pouco da turma contra os X-men, que o ajuda nas tarefas diárias.

Logan é chofer de limousine em uma cidade na fronteira com o México para juntar uma boa grana para comprar um iate e passar o resto dos seus dias com Charles e Caliban navegando, longe da loucura que tem sido o futuro sem os mutantes. O ano é 2029 e ao longo da história compreendemos que os mutantes agora são vistos como ameaça e foram caçados e extintos…ou quase. Mas, como sempre em sua história, Logan descobre que uma mulher chamada Gabriela está à procura dele. A raiva do velho mutante é enorme, sua frustração por ser um dos poucos mutantes vivos é absurda, seu sentimento de derrota e tristeza o destrói diariamente.

Para ficar tudo ainda mais trágico e perigoso, depois de descobrir que Gabriela quer que a leve junto com uma garotinha para a divisa do Canadá, nosso querido Carcaju (outro apelido para o Wolverine) recebe a visita de um grupo de mercenários. Com a insistência do amigo Xavier, Logan foge com os dois (assista e saiba o que acontece com Caliban). Com os dias passando e o grupo de Carniceiros ao seu encalço, o Velho Logan entende que tem mais a ver com a pequena Laura – X23 – do que poderia imaginar.

Fiz questão de resumir mesmo a história do filme como em uma sinopse normal, contando alguns acontecimento para deixar para o final da resenha o que interessa de verdade.

O que acontece no filme é roteirizado para contar um pouco da história presente dos personagens e fazer com que o telespectador possa imaginar o que aconteceu no passado. Vi isso como um ponto positivo. Não há flashbacks ou muita fala sobre o que já se foi. Logan sofre. É visível o tanto que isso o afeta e o deixa mal além de mal humorado e ranzinza. Xavier se culpa pelo que aconteceu à comunidade mutante e a união dos dois é muito importante para eles continuarem vivendo. E aí aparece Laura. A pequena mutante que faz com que os três tenham momentos como uma família. É lindo e emocionante as partes em que os três estão juntos apesar de estarem em fuga, tentando encontrar um “Éden” que pode não existir. Xavier e Logan estreitam seus laços e a amizade chega a um nível fraternal, e Laura explora o lado paternal do velho Carcaju, que chega a emocionar.

Logan é um filmaço. Não é uma simples homenagem ao personagem que, para mim, é o maior herói da Marvel, está mais para um trabalho que valoriza REALMENTE o mutante que está em busca de redenção e deseja ter a sensação de dever cumprido. A ira do animal e o coração do homem estão maravilhosamente expostos aqui. E eu só tenho a dizer um MUITO OBRIGADO ao Hugh Jackman. Sempre tive um amor platônico pelo Batman, mas o Wolverine tem seu lugar no meu coração.

P.S.: Outro fato bem legal no filme, é o clima de estresse existente na fronteira com o México. Lá os americanos tiram onda por serem quem são e mostram alguns mexicanos meio que marginalizados, tendo um grande muro à sua frente. Laura é uma experiência mutante que nasceu no México e quer atravessar nos EUA para se salvar, fugir daqueles que a querem transformar em arma. A terra da Liberdade não me parece tão livre assim…

 

 

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