Semana De Cinema – Megamente
por Ragner
em 29/01/13

Nota:

Mega

 

Mais uma animação escolhida (e essa não é da Pixar) e dessa vez pelo motivo de se tratar de uma história onde um vilão – diferente – faz de tudo para ser notado. Desde seus primeiros passos até o dia fatídico em que acredita ter matado o herói de Metro City. Até aqui parece ser um filme normal, seguindo o fato de que vilões tentam o possível e o impossível para vencer o herói, mas, como escrevi antes, se trata de um vilão diferente.

Megamente não dá o nome ao filme a toa. O super astro aqui não é Metro-Man, que tem o mesmo nome da cidade. O antagonista azul cabeçudo, além de hiper inteligente, possui vários atributos e vamos entendendo que ele não é só um super-vilão, exatamente por ter sido criado em um ambiente propício para isso, pois depois de tudo que passa para exterminar o super-herói, algum senso de honradez e heroísmo vai consumindo-o.

Já no começo do filme vamos sendo apresentados aos dois, de forma bem introdutória e explicativa sobre quem é quem. Desde a destruição do planeta natal (de ambos), quando estão na escola e um é adorado enquanto o outro sofre “bullying”, até quando os dois batalham defendendo o bem e o mau. Pode até parecer que um é yin e outro yang e isso é bem interessante até o filme dar uma reviravolta na história e a decisão de que é preciso uma guinada que seguir um caminho nunca antes intencionado, pode dar novo sentido a existência. A 1ª cena mostra um momento, futuro, em que Megamente está prestes a ser derrotado e vai refletindo sobre tudo o que está acontecendo, podemos defender que o vilão merece perder, mas, depois que o filme realmente chega a esse ponto, percebemos que ele, ali, é o mocinho da história.

Depois de muitos anos, Megamente consegue alcançar sua intenção maior e derrota Metro-Man, mas com o tempo percebe que sua vida não tem mais sentido. Não há contra quem lutar e tudo passa a ser tedioso e chato. Só que seu intelecto superior não aceita isso passivamente e ele começa a analisar uma hipótese de criar um herói capaz de lutar contra ele e fazer com que tudo volte ao normal. Seu plano incluía injetar uma fórmula com o DNA de Metro-Man em uma pessoa digna dos poderes do herói, só que eis o grande problema, quem acaba “infectado” é um grande perdedor, sem qualquer responsabilidade e sem qualquer virtude.

Titan é treinado por Megamente, só que a força e invencibilidade lhe sobe a cabeça e ao invés de lutar pelo bem, ele começa a querer lutar por si mesmo, sendo destrutivo e não se importando com o que passa a ser capaz de fazer. Nosso atormentado alienígena azul e cabeçudo, reflete sobre seu erro e só encontra uma solução, lutar agora do lado do bem e defender a cidade que, outrora, desejava subjugar.

O enredo não segue o caminho usual, como podemos notar e isso ajuda e muito a fazer com que essa animação valha a pena. As motivações a priori do vilão, quando a única coisa que aprendeu foi a disputar atenção e querer destronar o herói, e a posteriori, quando ele percebe uma vocação para fazer o certo quando mais ninguém é capaz disso, saltam aos olhos do espectador. Outras percepções são entendidas no decorrer do filme e outros contextos podem ser subtendidos também, mas isso é algo que é concluído assistindo.

Megamente, além de uma história dessa, ainda ganha com a colaboração de uma trilha sonora excelente. Hits do Rock’N’Roll tocam direto e criam aquele clima que valoriza ainda mais a animação.

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