Semana de Cinema – O Lobo de Wall Street
por Gabriel
em 01/03/14

Nota:

O Lobo de Wall Street

Já é carnaval no mundo real, mas o Poderoso não para! Falo hoje de O Lobo de Wall Street, filme do diretor Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio no papel principal. O longa-metragem é baseado em uma história real, ou pelo menos na versão dessa história contada em um livro escrito por Jordan Belfort, o protagonista de ambas as obras.

A duração do longa segue o que parece ser o padrão em Hollywood ultimamente, com três horas de cenas. Há tomadas muito rápidas e cenas em que diversas ações acontecem ao mesmo tempo, dando dinamismo ao filme.

A história de Jordan Belfort é uma história do mercado financeiro; o protagonista começou a atuar no mercado em busca de dinheiro e atingiu o auge com a sua companhia própria, uma corretora que fazia esquemas e transações que prejudicavam os seus clientes e enchiam o seu caixa, devidamente distribuído entre os sócios e em certa medida entre os funcionários. Além disso, a empresa levava o ambiente do mercado financeiro ao seu limite, ao liberar e incentivar brincadeiras e comportamentos um tanto quanto agressivos e / ou libertinos. Este é o ambiente que geralmente é refletido nas cenas rápidas e cheias de ações diversas. Acompanhamos na película a vida pessoal e profissional de Belfort e os reflexos de suas ações, visualizando claramente sua ascensão, seu auge e sua queda.

Em se tratando de temática, O Lobo de Wall Street se situa em um espaço que já foi bem explorado pelo longa Wall Street, cujo protagonista é inclusive citado durante o filme. E não adiciona exatamente grandes novidades em relação ao funcionamento do mercado financeiro ou aos problemas e vícios de seus personagens. Mas a trama é bem elaborada e interessante, mantendo o espectador preso e se ancorando em mais uma bela atuação de DiCaprio, que representa muito bem o estilo “pilhado” do personagem principal.

Os personagens e os diálogos do filme têm alguns grandes momentos, como as conversas entre os sócios para elaborar a próxima grande “brincadeira” dentro do escritório ou mesmo uma cena que envolve Belfort, dois agentes do FBI e um iate. Mas o grande destaque fica realmente para as elaboradas cenas de libertinagem generalizada no escritório da corretora e para os trechos em que a extensa experiência do protagonista com drogas é retratada.

O Lobo de Wall Street é um bom filme, que mereceu a ida ao cinema por ter cenas extremamente visuais e elaboradas. Leonardo DiCaprio já vem atuando consistentemente há muitos longas, tendo mesmo se tornado uma espécie de grande promessa nunca cumprida do Oscar. Talvez esta não seja sua melhor performance, mas é com certeza mais uma ótima atuação e uma grande composição de personagem, que talvez lhe sirvam como trunfo junto a sua já respeitável carreira. Assistam e decidam para quem torcer durante a premiação.

Postado em: Semana de Cinema
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3 Comentários em “Semana de Cinema – O Lobo de Wall Street”


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GRM177 em 05.03.2014 às 03:28 Responder

Achei um lixo sinceramente. Fundamento: 1) Roteiro raso, okay, não precisa ser real, mas parece que o filme é baseado em fatos reais, quando na verdade é baseado na versão de Jordan que já era fantasiosa no livro; 2) Eticamente questionável, uma das razões do filme e do livro é que o tal Jordan pretendia devolver dinheiro às vítimas, segundo artigo do WSJ ele já está curtindo de novo; 3) Okay, não sejamos moralistas, a boa diversão é o que vale? Novamente, lixo, três horas de impaciência na poltrona, o filme abusa de clichês, cenas desconectadas umas das outras, histórias surreais como o avião explodindo perto do iate; 4) A única coisa que vale no filme é a cena sexy do striptease da esposa dele, o resto é puro lixo.

Se é para ver filme de criminosos, melhor assistir Os Bons Companheiros, ou Wallstreet que ainda coloca no bolso essa bela porcaria.

Filme raso. Pior de tudo, raso e demorado.

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Juliana Ghidini em 05.03.2014 às 10:58 Responder

Sensacional! Sou suspeita pra dar outra expressão pois sou apaixonada pela dupla Scorsese-DiCaprio.
Eu nem senti as 3 horas e olha que não estava num cinema com as poltronas mais confortáveis do mundo. Concordo que alguns diálogos poderiam ser cortados, mas se não foram também não vou reclamar!
Cada ator é um show a parte, mesmo aqueles que fizeram pequenas aparições. Já Leo é um caso de incorporação, de alma, de entrega. Ele É o Jordan e não dá pra dizer o contrário.
O filme mostra o outro lado da sociedade americana; não aquela que se mobiliza e comove num ataque alienígena ou mostra a família perfeita e seus “valores”, mas sim aquela que é gananciosa, sem escrúpulos e egoísta, se beneficiando do sistema capitalista! Não é a toa que muitos críticos (entre eles, simples mortais como eu) ficaram enojados com o filme, alguns até se exaltando em exibições.
Sexo, drogas, excelente elenco e diálogos esculachados… Pra mim, um prato cheio!

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Larissa em 08.03.2014 às 03:03 Responder

Achei essa crítica sem alma pra um filme que tem como cena de abertura uma enorme BUNDA e uma cena onde o protagonista tem uma overdose e tenta entrar no seu carro importado e dirigir até sua casa sem levantar suspeitas e sem causar nenhum estrago. Mas gostei dos últimos 2 parágrafos!


 

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