Semana De Cinema – O Todo Poderoso
por Ragner
em 01/03/13

Nota:

todo-poderoso

Gosto de filmes de comédia, mas não consigo assistir qualquer um. O filme precisa ter o ator exato que me agrada ou uma temática que me faça priorizar o filme perante outros do meu gosto (sou fascinado por filmes de ação e aventura). No caso de filmes com o Jim Carrey estrelando, as chances de eu ficar grudado na poltrona, são enormes. Agrado demais dos filmes com ele.

No caso de “O Todo Poderoso”, entendo que se trata mais do que uma simples comédia. O filme consegue transmitir sentimentos e entendimentos além do que é engraçado e trabalhar questões morais sem ser xiita em conceitos teístas. Particularmente acho graça demais todas as vezes que assisto e nessas mesmas vezes eu sempre termino o filme com pensamentos mais focados e sinceros sobre minhas ações perante o mundo. Ações que possam transmitir paz, serenidade, humildade, um olhar menos egocêntrico e mais reflexivo perante o outro.

Esse filme retrata a chance de um homem trocar de lugar com Deus. O que alguém conseguiria fazer e ser se pudesse ter o dom de Deus durante um tempo? Como alguém pode reagir a situações onde ele é Deus e como conduzir um pequeno setor no mundo enquanto é Deus (Bruce Nolan somente está no lugar do Senhor na cidade em que vive).

Bruce passa por um dia bem irritante e à noite se revolta com Aquele que “deveria” facilitar as coisas, deixa a vida menos complicada. Depois de receber um recado para estar em um lugar determinado, Bruce dá de cara com Deus e a priori pensa que está participando de uma pegadinha, mas depois que coisas estranhas acontecem e ele vai percebendo que pode fazer o que quer, se aproveita da situação. Com o tempo o “mundo” à sua volta vai direcionando o cargo divino à sua nova realidade. Poder fazer o que bem entender vai perdendo espaço para certos compromissos e deveres e então a realidade de sua condição lhe é imposta e ele entende que não pode mais pensar em si só e tem que abrir mão de muito do que deseja.

Livre Arbítrio, Onisciência, Onipotência, Onipresença (menos tratada no filme), Poder e Solidão (de tanto ser tanto, Bruce ia se dando conta de que isso não era mais tão interessante assim e pelo visto trocaria isso pela humanidade ao lado de quem ama de verdade) são trabalhadas no filme de forma até mesmo lúdica e isso o deixa ainda mais legal. Bruce aprende que o mais importante não é sua vida ou seus desejos, aprende que o mundo é maior do que só aquilo que está À sua volta.

O filme pode ser de comédia, mas a lição de moral que transmite consegue ir além de simples questões de humildade e obediência.

Ser cômico em relação a situações que incluem Deus, muitas vezes podem ser vislumbradas como desrespeito, mas nesse caso, o assunto é tratado mais como um ensinamento de como o divino pode ser observado do que uma zoação da figura de Deus.

“Você está reclamando muito de mim Bruce. Se acha que pode fazer melhor, essa é a sua chance” – Deus

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