Semana De Cinema – Somos Tão Jovens
por Ragner
em 27/06/14

Nota:

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Filme regular. Não satisfaz completamente minha vontade de assistir sobre a vida de um dos meus ídolos da música brazuca, mas o achei legal. Acredito piamente que muito mais poderia ser trabalhado, muito da vida do Renato Russo e até mesmo da banda como um todo poderia ter sido explorado, mas o filme não é de todo ruim. É bem bom. Não fui ao cinema, mas graças à internet e toda facilidade moderna de filmes onlines, pude matar minha curiosidade.

O ator escolhido para protagonizar a rebeldia e vida conturbada do maior poeta da décadas de 80/90 (junto de Cazuza) foi um ponto positivo, uma certa semelhança física pode ser admirada. Quanto à outros personagens eu tive mesmo dificuldade em saber quem interpretavam, mas o roteiro, os diálogos se encarregaram bem de apresentar belezinha quem era quem.

 

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Renato era um rapaz solitário, um politizado inconformado, uma alma atormentada até, cheia de conflitos internos e externos também. Podemos chama-lo de perfeccionista e genial. Podemos admira-lo por uma obra que era cantada para as multidões e que elevou o conceito de rock nacional a outro patamar. Sim, levou. Mesmo que muita gente não goste dele, eu acredito ser inegável a importância que ele tem, até hoje, no cenário musical brasileiro.

O filme vai contando partes da vida de Renato Russo. Verdades, loucuras, exageros, negações. Podemos acompanhar alguns momentos de criação, especialmente quando ele está acamado em casa e passa muito tempo divagando, estudando, aprendendo, já estabelecendo o que seria e o que queria pro resto de sua vida. Somos apresentados ao surgimento do Aborto Elétrico (e sua influencia punk rock), onde podemos conhecer um pouco mais do envolvimento do Renato com os irmãos Lemos – Flávio e Fê -, que logo depois do término se juntaram a Dinho Ouro Preto e criaram o Capital Inicial.

As descobertas sexuais, os amores não correspondidos e a caminhada até o despertar da Legião Urbana. As crises de amizades, o lado egoísta, mimado, extremamente passional e a intempestiva personalidade do poeta também estão aqui. E algo que favorece demais o filme são alguns diálogos que vão indicando a letra de algumas das músicas mais conhecidas.

 

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Uma boa escolha para uma tranquila sessão da tarde, ainda mais daquelas que geram uma nostalgia agradável. Para quem escutou a vida inteira a Legião Urbana, para quem curte as músicas que embalaram as rádios nos anos 80 e 90, tem aqui uma boa opção de entretenimento sobre como as coisas eram. Showzinhos em palanque para uma galera politizada, aqueles festivais de “garagem” que fervilhavam reunindo a galera que gostava de beber e conversar escutando um bom som, tudo isso é bem observado aqui, algo não só positivo no filme, como também fiel. Mas a vida de Renato é retratada até certo ponto, antes dos palcos pelo país a fora e grandes apresentações. Quando a vida de ídolo de uma geração começa, o filme termina, mas a história dai em diante todo mundo já conhece mesmo.

PS.: Aprendi a dançar assistindo algumas apresentações Russo. Hoje danço um pouco melhor, garanto, kkkkkk.

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