Terça De Quadrinhos – Robin Hood-A Lenda De Um Foragido
por Ragner
em 22/01/13

Nota:

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Talvez o fora da lei mais conhecido na literatura (sou mega fã do código de honra e dever dele) recebeu um exemplar em quadrinhos que trabalha seu mito de forma um pouco diferente da que já tinha sido realizada até hoje. No cinema alguns filmes contaram sua história da forma que melhor imaginaram, os livros também sempre apresentaram sua versão com ligeiras (ou não) modificações e também os quadrinhos se envolveram nesse universo do arqueiro inglês.

O trabalho é mais escuro, cheio de sombras e a ilustração é bem dosada entre verde, marrom, preto e cinza, exercitando bastante a noção do que se pode sentir em uma floresta e em um castelo. Os desenhos, mesmo não sendo pesados ou adultos, demonstram um clima mais denso, pois, além da argumentação conduzir os personagens a vivenciar situações tensas como assassinatos a flechadas no peito, enforcamentos e foras da lei encarcerados em masmorras, a arte expõe um conto sem frescura, deixando claro que essa aventura sobre a vida de Robin Hood não é um simples conto intanfo-juvenil, mas que ainda não se aproxima totalmente do universo adulto. A HQ se posiciona bem entre esses dois horizontes.

Essa outra realidade sobre o arqueiro que rouba dos ricos para ajudar os pobres, começa quando Robin (ainda Robin De Loxley) era criança e presenciou a captura de um foragido, conhecido de seu pai – Patrick De Loxley -. Questionando se o pai não faria nada, se revolta mais ainda quando tal prisioneiro está para ser enforcado, e Patrick, ao invés de libertá-lo, acerta uma flecha no peito do amigo. Ao observar a cena estarrecido, Robin discute a ação do pai e esse defende que deu alívio ao amigo. Indignado e completamente transtornado com o ocorrido, Robin chama o pai de assassino e grita que o odeia. Após ouvir todas as ofensas do filho, Patrick decide que então treinará Robin no arco, até que esse chegue ao limite de “odiar as aulas, odiar a ele e odiar o arco” e que assim poderá ajudar à quem quiser, da forma que achar melhor.

Logo depois somos levados ao futuro, quando Robin está nas Cruzadas e já é o melhor arqueiro que a Inglaterra já teve. Ao saber da morte do pai, decide voltar à Nottingham. Depois de vivenciar a tirania e corrupção que toma, cada vez mais há anos, as terras em que viveu, Robin se vê também foragido após se voltar contra o xerife Murdach e se envolver com a bela viúva Marian Fitzwalter. Ao se tonar amigo de Little John e se misturar com os fora da lei que vivem na floresta de Sherwood, a lenda de Robin Hood finalmente começa a aterrorizar os poderosos corruptos do reino.

O mito que cerca a narrativa de Robin Hood já é demasiada conhecida pelo mundo a fora. Eu particularmente não sei se ele existiu de fato ou se é apenas folclore, mas que me parece existir contextos históricos e que cada história parece mais real do que outra, é fato. Gostei muito dessa nova perspectiva contada e indico como mais uma forma de apresentar essa lenda fantástica.

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